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MHZ
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 Diferenças entre o Toirão e o Furão
O Toirão (Mustela putorius) e não o Furão (Mustela putorius furo) é o animal que existe no nosso continente no estado selvagem e é uma espécie autóctone protegida. O furão é considerado no nosso país, uma subespécie do toirão. Digo nosso, porque alguns biólogos estrangeiros consideram-no uma espécie distinta do toirão. É um animal domesticado e segundo alguns, 500 anos antes do gato.
Ainda existem poucas certezas de como apareceu o furão. Há pelo menos duas teorias diferentes, uma que diz que veio do cruzamento entre toirões europeus e outra que considera que teve origem no toirão das estepes (Mustela eversmanni).
Geneticamente parece que têm o mesmo número de cromossomas.
Morfologicamente há algumas diferenças: a forma e a base do crânio, a dentição, a estrutura ocular, a estrutura cerebral e a capacidade para os saltos. Os furões têm as pernas mais curtas e os olhos mais pequenos e dirigidos mais para baixo, os dentes mais aglomerados e além disso, a audição e o alcance visual é mais pobre que o dos toirões, o que provavelmente não os deixará sobreviver no meio selvagem. E sobre estas diferenças também existe controvérsia sobre se são derivadas de espécies distintas, se devidas à domesticação.
No comportamento é que existem as maiores diferenças. Os furões são gregários e os toirões solitários. Os furões podem dividir o seu território com outros e os toirões são muito territoriais. Por isso se diz que dificilmente um furão conseguiria sobreviver sozinho na natureza, podendo ser o toirão um dos seus predadores. Embora haja casos de acasalamentos entre toirão e furão (mais facilmente toirão macho e furão fêmea) dando origem a híbridos férteis mas e salvo erro, o ADN do furão seria absorvido pelo do toirão em poucas gerações.
E segundo estudos feitos, não há casos de que os furões tenham estabelecido por si mesmos, colónias silvestres autónomas. As poucas que existem foram provocadas artificialmente pela mão do homem e parece que também não se conseguiu ainda provar que sejam formadas unicamente por furões domésticos de "puro-sangue" mas que poderão tratar-se de híbridos.
Os toirões na natureza vivem em tocas que eles mesmo escavam ou em fendas entre rochas e mesmo em luras de coelhos ou de outros animais. As suas tocas têm uma câmara para dormirem e outra para armazenamento da comida. São carnívoros e alimentam-se essencialmente de coelhos, roedores, anfíbios, pequenas aves e peixes. Raramente comem frutos ou vegetais e costumam fazer reserva de alimento quando têm excesso de comida. Não vivem em grupos e não se dão com as fêmeas, excepto no período de acasalamento. Após este, abandonam as fêmeas e as crias ficam por conta da mãe. Na natureza a sua esperança de vida não costuma ultrapassar os 5 anos. É um animal nocturno e se possui uma boa quantidade de alimento, pode ficar a descansar na sua toca.
Com tudo isto se conclui que ainda há poucos estudos sobre eles e sobre a origem do furão, só existe a certeza de que ele foi domesticado há milhares de anos.
Os furões, tal como os toirões, também não tomam conta das crias, adoram dormir em buracos como gavetas, debaixo de móveis e alimentam-se de alimento próprio para eles e já existente no mercado.
Com a domesticação, o furão perdeu grande parte das suas capacidades de defesa e de procurar comida. O furão doméstico, se solto por sua conta e risco, dificilmente conseguirá sobreviver, por isso não abandone o seu amiguinho.
Ele necessita na mesma de uma alimentação carnívora, com proteínas animais de boa qualidade (note que não são proteínas vegetais) entre 35 a 42% (à medida que vão envelhecendo, precisam de valores proteicos mais baixos, entre 20 a 27%) cerca de 18 a 22% gordura e um conteúdo em fibras não superiores a 4% e de cerca de 75ml a 100ml de água diários. Ambos devem estar sempre à sua disposição.
As fêmeas de furões domésticos devem ser esterilizadas quando atingem a maturidade sexual, se não forem cruzadas com um macho. Correm o risco de fazerem uma aplasia da medula óssea, originando uma grave anemia que na maior parte das vezes é mortal.
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